Crítica do filme ‘Uyir’: um típico procedimento policial com uma abordagem antiquada
Uma cena de um filme Uyir.
Quase um mês se passou nos últimos anos sem que a indústria cinematográfica Malayalam produzisse um procedimento policial. M. Padmakumar UyirA oferta deste mês é baseada em uma história da vida real e também foi co-escrita por Shaji Maarad, um policial, junto com Nikhil M. Menon. Talvez haja algo na variedade de situações incomuns que a polícia enfrenta todos os dias que esteja fazendo com que mais policiais se voltem para a escrita de roteiros.
Filme: Uyir (malaiala)
Estrelando: Roshan Mathew, Baiju Santhosh, Shruthy Menon, Vineeth Thattil, Athulya Chandra
Direção: M. Padmakumar
Plano: Um policial novato investiga a misteriosa morte de uma mulher desconhecida, cujo corpo foi encontrado em um poço abandonado.
Duração: 138 minutos
Criador de Uyir tem a vantagem de trabalhar com uma história real extraordinária, com a possibilidade de brincar com uma enorme gama de emoções humanas. Infelizmente, o filme não foi bem traduzido na tela. Depois que o corpo de uma mulher desconhecida surge em um poço abandonado, Ajeeb Rahman (Roshan Mathew), que está em liberdade condicional como subinspetor, continua seguindo pistas em vários estados. O que à primeira vista parece um caso de suicídio, logo se transforma em algo muito mais sério, com múltiplas reviravoltas na trama.
M. Padmakumar que possui obras que merecem apreciação, entre outras Vasthavam E Joséabordou o crime com calma, começando pelo trauma pessoal do policial, que agora se tornou um elemento básico na maioria dos procedimentos policiais. Mas em Uyira seção do trauma retorna à narrativa apenas no final, quando há uma vaga conexão entre a causa do trauma e o caso que Ajeeb está investigando.
O tratamento do filme é tal que nem uma única revelação da história te atinge com força, mesmo quando algumas delas são bastante surpreendentes. A escrita é a culpada por isso. O mesmo problema também é visto em Paathiratri(2025), outro procedimento policial escrito por Shaji Maarad. Uma das escolhas mais estranhas é a representação de diferentes versões da história por um narrador não confiável. Embora a história permaneça quase a mesma na segunda narrativa, com apenas uma mudança de personagem, uma breve montagem teria deixado claro, mas os criadores optaram por reencenar toda a sequência no mesmo ritmo.
O roteiro é tão estruturado que o choque do crime ou a emoção da história humana não podem ser transmitidos de forma adequada. A antiga abordagem que marte Uyir Isso também pode ser percebido no uso de músicas nos momentos mais inapropriados de um filme que realmente não precisa delas. A trilha sonora enfadonha aumenta ainda mais esse sentimento antiquado. Roshan Mathew consegue transmitir a paixão e a vulnerabilidade de um policial novato, mas não há muito para os atores fazerem em um filme que não lhes dê material suficiente para trabalhar.
Com sua abordagem sem imaginação e antiquada, Uyir não abre caminho e acaba sendo um procedimento policial medíocre.
Publicado – 26 de junho de 2026 19:54 IWST